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Revolta

 Estou aqui, perdida, sem saída, uma louca desiludida pela vida. Cansei agora quem quer falar sou eu! Chamem isso do que quiser, mas eu prefiro dizer que só não vale mais a pena ser como era antes.
 Vou-me embora daqui, quero ser feliz, quero ser livre pra voar, deixe eu ser quem eu sou, deixa eu viver minhas loucuras, não incomodo ninguém, prometo!
 Sempre ouvindo coisas que eu não quero, fazendo coisas que não quero, e muitas vezes nem é por obrigação. Será que como dona de mim não posso escolher? Será que com a maioridade serei ao menos livre pra pensar?
 Importe-se menos, viva mais, seja você mesmo (a), viva sua vida, mas não atrapalhe a vida dos outros, ninguém é obrigado a te suportar, mas no mínimo devemos o máximo de respeito à qualquer um.

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demorou o suficiente para eu notar que a luz da botoeira do elevador se apagava à medida em que ele chegava ao meu andar, e meu lixo se decompunha, apodrecia e mal-cheirava, como a velha que, no dia anterior, contava como Casca de ovo é bom pra tudo, coloco até na comida do meu neto no ponto de ônibus. No apartamento vizinho, ouvia O tempo voa decerto de alguém que também muito viveu. Naqueles vinte minutos em que esperava, estava evidente que o tempo voava na velocidade de uma bicicleta sem rodas, guinchada por um motorista cego. Enquanto ouvia o som do maquinário velho recém-reformado do elevador do prédio antigo, agora me novo, dei-me conta de que as contas que não fiz ainda seriam, como já eram antes de chegar, o desfecho da minha vida a ensinar, como a velha, O tempo não voa porque nem pernas têm! Para saber que até chegar ao aterro sanitário, meu lixo já poderia ter criado novos organismos para ser capaz de bem alimentar como de matar, quem pairava por lá tanto quanto urubus. a vida que…