Pular para o conteúdo principal

O Fim


O Fim não é morrer, o Fim é viver sem estar com você, e o difícil é saber que depois de você não tem vida, e acreditar que mesmo sem morrer, você ainda não seria meu.
 Aceitar que nem sempre vou me lembrar de tudo, mas não sou obrigada a me esquecer de nada, e consigo me lembrar de poucas coisas que ainda não me esqueci. Deixar o tempo passar e ver se sai alguma coisa boa dessa história, ver se o homem-de fato oportunista- tira algum proveito dessa situação, mesmo que esse tempo a se esperar seja ridículo.
 Por mais que seja ridículo, o que vai acontecer? O que fazer se o único sentimento que eu sinto é desprezo? Ah, só me resta viver!
 Mesmo tento a convicção de que as melhores frases, saem dos piores momentos (isso para um poeta), sou contra qualquer ideia sobre conceitos como : ” Os melhores perfumes são dos menores frascos.” , afinal, tudo o que é bom dura pouco?
 O tempo passa, as coisas mudam, as pessoas sofrem cada vez mais, enquanto um chora o outro ri, quando um cai o outro levanta, um morre e o outro nasce, são as oposições da vida. Mas e no Fim? O que acontece? Como é o fim? 
 Não acredito muito em frases feitas, prefiro minhas frases, aliás, cada um deveria fazer as suas próprias, pois só quem vive a própria vida, sabe realmente o que acontece, sabe verdadeiramente o que é viver.
 A vida é assim, simplesmente um mar de confusões, um turbilhão de emoções, é o que penso sobre a vida, é o que eu penso sobre o agora, sobre o mundo, é o que penso sobre o Fim.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mudança

Ia só copiar um antigo
Mas já pertence a um outro eu
Quem eu sou agora
Nem aquela e nem você conhecem mais
Desconstrução diária
Noite instantânea
Passam-se semanas e outro mês
A colheita de reserva ora é destino ora é consequência

Loretha Torchia

Coerência

O pé quem moveu fui eu
Foi meu
O beijo que avançou
Os km quem contou fui eu
Foi meu
O suspiro que enterrou
O convite pro Samba foi meu
Fui eu

Ora, se tudo aqui se resumi assim
Deveria me importar com quem?
De quem esperar o desfecho?
Não sendo assim seria incoerente

Loretha Torchia


metáforas para dizer Tempo

demorou o suficiente para eu notar que a luz da botoeira do elevador se apagava à medida em que ele chegava ao meu andar, e meu lixo se decompunha, apodrecia e mal-cheirava, como a velha que, no dia anterior, contava como Casca de ovo é bom pra tudo, coloco até na comida do meu neto no ponto de ônibus. No apartamento vizinho, ouvia O tempo voa decerto de alguém que também muito viveu. Naqueles vinte minutos em que esperava, estava evidente que o tempo voava na velocidade de uma bicicleta sem rodas, guinchada por um motorista cego. Enquanto ouvia o som do maquinário velho recém-reformado do elevador do prédio antigo, agora me novo, dei-me conta de que as contas que não fiz ainda seriam, como já eram antes de chegar, o desfecho da minha vida a ensinar, como a velha, O tempo não voa porque nem pernas têm! Para saber que até chegar ao aterro sanitário, meu lixo já poderia ter criado novos organismos para ser capaz de bem alimentar como de matar, quem pairava por lá tanto quanto urubus. a vida que…