Pular para o conteúdo principal

A beleza da fera



Uma das coisas que sempre me deixou muito decepcionada, e ao mesmo tempo muito enfurecida é a tamanha falsidade que sempre esteve, e estará a minha volta.
 Não que eu seja totalmente verdadeira com todo mundo, (se dissesse isso estaria me igualando aos quais me magoam) pois não são todas essas pessoas que merecem verdadeiramente me conhecer como sou. Mas também porque sou bastante julgada por ser tão verdadeira com as pessoas que eu não gosto, ou com as pessoas que de forma nenhuma me fazem bem. Coisas que só aqueles que valem a pena merecem saber.
 Agradeço à vocês queridos falsários... Afinal, foram vocês que me fizeram ser melhor hoje. Vocês me permitiram crescer com meus erros e infantilidades. E com suas reconfortantes palavras acompanhadas de um sorriso doce, fizeram acreditar e a dar-lhes um lugar muito especial. Entretanto local que não era o de vocês. Me importei demais.
 Mas também me permitiram reconhecer quem são importantes pra que eu carregue comigo, e ajude-os a carregar seu fardo. Cada um tem o seu, mas é necessário amigos pra que nos ajude.
 Obrigada. Essa é uma prova de que, se pode sim tirar proveito de muitas, muitas coisas. Que é possível (sim!) enxergar um lado bom e cômico até em grandes tragédias épicas.

Comentários

  1. É como viver alienado, é concerteza melhor do que esta vida lúcida e crua. As pessoas se enganam, as pessoas em volta ajudam a se enganar e então se cria este ciclo. Quando a verdade aparece..

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Mudança

Ia só copiar um antigo
Mas já pertence a um outro eu
Quem eu sou agora
Nem aquela e nem você conhecem mais
Desconstrução diária
Noite instantânea
Passam-se semanas e outro mês
A colheita de reserva ora é destino ora é consequência

Loretha Torchia

Coerência

O pé quem moveu fui eu
Foi meu
O beijo que avançou
Os km quem contou fui eu
Foi meu
O suspiro que enterrou
O convite pro Samba foi meu
Fui eu

Ora, se tudo aqui se resumi assim
Deveria me importar com quem?
De quem esperar o desfecho?
Não sendo assim seria incoerente

Loretha Torchia


metáforas para dizer Tempo

demorou o suficiente para eu notar que a luz da botoeira do elevador se apagava à medida em que ele chegava ao meu andar, e meu lixo se decompunha, apodrecia e mal-cheirava, como a velha que, no dia anterior, contava como Casca de ovo é bom pra tudo, coloco até na comida do meu neto no ponto de ônibus. No apartamento vizinho, ouvia O tempo voa decerto de alguém que também muito viveu. Naqueles vinte minutos em que esperava, estava evidente que o tempo voava na velocidade de uma bicicleta sem rodas, guinchada por um motorista cego. Enquanto ouvia o som do maquinário velho recém-reformado do elevador do prédio antigo, agora me novo, dei-me conta de que as contas que não fiz ainda seriam, como já eram antes de chegar, o desfecho da minha vida a ensinar, como a velha, O tempo não voa porque nem pernas têm! Para saber que até chegar ao aterro sanitário, meu lixo já poderia ter criado novos organismos para ser capaz de bem alimentar como de matar, quem pairava por lá tanto quanto urubus. a vida que…