Pular para o conteúdo principal

Lágrimas de crocodilo


Descobrir que nem só de risos se vive
 Mesmo quando se deseja sorrir
 A tristeza acaba chegando, involuntária.
 Contradizendo tudo o que você deseja, o defeito comum de criar expectativas.
 A alegria de ganhar um presente.
 A emoção de ler um livro.
 O efeito de um beijo apaixonado e a dor de frustrar quem se ama.
 O ímpeto de abandonar um sonho, para não deixar de lado o que você tomou como um novo sonho.
 Ao longo do tempo descobrimos que, nada supera a felicidade de amar alguém.
 De estar com o amado e divertir-se ao lado dele.
 Conhecer o que deixa o outro alegre, saber o tom da sua risada, e até umas intimidades bobas.
 Rir e dar uma roncadinha no final... Coisas que são impagáveis, e que sem dúvida alguma, desejo levar comigo por toda a vida.
 Nada de cruz, é com prazer que faço, que fiz e que sempre o farei.
 Se preciso for, direi que meu coração é seu.
 Se preciso for, digo ao mundo quem é meu.
 E nada, em cima ou em baixo da Terra, substitui ou ameniza a dor de imaginar em  ficar sem você.
 O amor não tem que doer, mas dói.
 Assim como é necessário as lágrimas para se alimentar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mudança

Ia só copiar um antigo
Mas já pertence a um outro eu
Quem eu sou agora
Nem aquela e nem você conhecem mais
Desconstrução diária
Noite instantânea
Passam-se semanas e outro mês
A colheita de reserva ora é destino ora é consequência

Loretha Torchia

Coerência

O pé quem moveu fui eu
Foi meu
O beijo que avançou
Os km quem contou fui eu
Foi meu
O suspiro que enterrou
O convite pro Samba foi meu
Fui eu

Ora, se tudo aqui se resumi assim
Deveria me importar com quem?
De quem esperar o desfecho?
Não sendo assim seria incoerente

Loretha Torchia


metáforas para dizer Tempo

demorou o suficiente para eu notar que a luz da botoeira do elevador se apagava à medida em que ele chegava ao meu andar, e meu lixo se decompunha, apodrecia e mal-cheirava, como a velha que, no dia anterior, contava como Casca de ovo é bom pra tudo, coloco até na comida do meu neto no ponto de ônibus. No apartamento vizinho, ouvia O tempo voa decerto de alguém que também muito viveu. Naqueles vinte minutos em que esperava, estava evidente que o tempo voava na velocidade de uma bicicleta sem rodas, guinchada por um motorista cego. Enquanto ouvia o som do maquinário velho recém-reformado do elevador do prédio antigo, agora me novo, dei-me conta de que as contas que não fiz ainda seriam, como já eram antes de chegar, o desfecho da minha vida a ensinar, como a velha, O tempo não voa porque nem pernas têm! Para saber que até chegar ao aterro sanitário, meu lixo já poderia ter criado novos organismos para ser capaz de bem alimentar como de matar, quem pairava por lá tanto quanto urubus. a vida que…