Pular para o conteúdo principal

Ônibus

 Ônibus. Esses são movidos por energia humana. Funciona assim: param em várias paradas - pontos de ônibus - pegam, em média, 3 pessoas por parada. Quando está muito cheio, sua energia está super carregada, então ele corre feito um "Fórmula 1".
 Quando vazio ele corre menos, porém é conduzido por um motorista de espécie denominada homus descontrolis. Ele dirige loucamente, lhe obrigando a fazer as mais variadas caras, poses e exercícios (forçados) de braços, pernas e (mulheres vão à loucura com o bumbum - sarado) bumbum. Isso mesmo, tem que fazer tanta força para se manter de pé, que todos os músculos se contraem.
 Dessa maneira, suga toda sua "virilidade", assim ele tem mais energia (ou combustível - chamem como quiserem) e ao invés dele acelerar, não... claro que não, ele anda mais devagar fazendo você se atrasar a qualquer compromisso.
 Como se não bastasse, existem educações raras no transporte coletivo - prefiro um translado (isso mesmo é TRANSLADO, transporte de morto mesmo!), do que um ônibus coletivo. Sabe por quê? Porque é coletivo, entende? É tudo coletivo: a suadeira, o calor, a falta de educação, o mau-cheiro, os pés sujos... Ai! Que delícia! Bom, mas bom mesmo, é quando junta com aquele cheiro de miliopan.
 Para conseguirmos fazer tudo, do mesmo jeito, no outro dia, só ligando o dedo na tomada e renovando a nossa própria bateria. Relaxa, nada que uma boa noite de sono não resolva. Né não?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mudança

Ia só copiar um antigo Mas já pertence a um outro eu Quem eu sou agora Nem aquela e nem você conhecem mais Desconstrução diária Noite instantânea Passam-se semanas e outro mês A colheita de reserva ora é destino ora é consequência Loretha Torchia

metáforas para dizer Tempo

demorou o suficiente para eu notar que a luz da botoeira do elevador se apagava à medida em que ele chegava ao meu andar, e meu lixo se decompunha, apodrecia e mal-cheirava, como a velha que, no dia anterior, contava como Casca de ovo é bom pra tudo, coloco até na comida do meu neto no ponto de ônibus. No apartamento vizinho, ouvia O tempo voa decerto de alguém que também muito viveu. Naqueles vinte minutos em que esperava, estava evidente que o tempo voava na velocidade de uma bicicleta sem rodas, guinchada por um motorista cego. Enquanto ouvia o som do maquinário velho recém-reformado do elevador do prédio antigo, agora me novo, dei-me conta de que as contas que não fiz ainda seriam, como já eram antes de chegar, o desfecho da minha vida a ensinar, como a velha, O tempo não voa porque nem pernas têm! Para saber que até chegar ao aterro sanitário, meu lixo já poderia ter criado novos organismos para ser capaz de bem alimentar como de matar, quem pairava por lá tanto qua

sob as luzes que tentam apagar a lua

aqui da sacada do apartamento por hora meu vejo a lua e ouço os sons indevidos da rua. um cachorro late ao fundo um grilo ou os cabos de tensão dos postes aqui na frente chiam parecido. vejo a sombra do meu gato que vê em mim tristeza ou encontro com quem sou. agora uma luz menor que a lua brilha abaixo dela chamo de estrela sabendo que possivelmente erro por ser um planeta cujo nome humano desconheço. faço coisas que não esperava e não queria escondo por vergonha e continuo por teimosia vício quem sabe. é difícil demais explicar pro bicho que triste não espero morrer, mas a conversa com Ela vem vez e outra. acabei de lavar o rosto com água apenas e banho eu tomo logo, mas minhas sobrancelhas ainda estão molhadas. estou com quem desejo e sei do colo que quero agora a um oceano distante. anseio o choro que sempre veio e momentaneamente se ausenta porque me ocupo de mim. isali 05/07/2020